Cientistas brasileiros conseguem reproduzir cavalos-marinhos em cativeiro, ajudando na preservação da espécie
Por causa da poluição e da destruição dos ambientes naturais, os mares do Brasil estão menos coloridos: a população de cavalos-marinhos vermelho, e branco vem diminuindo muito. Mas uma nova experiência desenvolvida pela Universidade Federal do Espírito Santo pode mudar esse cenário. Os pesquisadores conseguiram reproduzir cavalos marinhos em cativeiro e já estão em esquema de exportação. Foram quatro anos estudando a espécie até que os peixeis conseguissem crescer e se reporduzir em aquários. É o macho que guarda os ovos na barriga e depois libera os filhotinhos. Em quatro meses, eles já estão com um ótimo tamanho e podem ser vendidos para fora do país por US$ 13 cada um, mais ou menos R$ 25. Todo o processo é autorizado pelo Ibama.
Quando um cavalo-marinho é capturado na natureza, há um limite para a exportação: no máximo 250 por ano. Mas para o animal criado em cativeiro não há limites. Atualmente, por mês, 500 cavalos-marinhos são mandados para Miami, nos Estados Unidos em sacolinhas plásticas com água na exportação.
- A gente só consegue atender Miami - explica Juan Pablo de Marco, aquarista da Universidade. - Há pedidos de toda a costa oeste dos Estados Unidos e toda a Europa.
Os peixes brasileiros têm interesse para os aquários do mundo todo por causa das cores. A meta agora é exportar quatro mil peixes por mês. Os pesquisadores da Universidade garantem que a reprodução em cativeiro ajuda na preservação da espécie.