Um grupo de 39 tartarugas criado em cativeiro foi posto em liberdade na ilha Pinta, no arquipélago de Galápagos, informou hoje o Parque Nacional Galápagos.
Os 39 espécimes foram criados por mais de 40 anos e liberados "para cumprir a função de herbívoros e devolver à ilha a restauração ecológica", informaram representantes do parque.
No domingo passado, 30 guardas iniciaram o desembarque das tartarugas no local. A atividade, que continuará por a semana, inclui o transporte dos répteis da ordem Testudinata até o topo da ilha.
"Deixar estas tartarugas em liberdade é um fato histórico, que remete à ciência equatoriana, reflexo do trabalho do Parque Nacional Galápagos por mais de cinquenta anos", explicou a ministra do Meio Ambiente, Marcela Aguiñaga, que acompanha a ação.
A última tartaruga que viveu na ilha foi o chamado "Solitário George", suspeito ser o último da espécie, a Geochelone nigra becki.
Há 38 anos, George foi levado para a Estação Científica Charles Darwin para que se reproduzisse com outras subespécies, mas o processo não foi bem sucedido.
A ilha Pinta recebeu as tartarugas em bom estado de conservação, já que em 2003 foram erradicadas as cabras da região, o que permitiu que a vegetação nativa se recuperasse rapidamente.
Em 2007, a Unesco declarou as ilhas Galápagos Patrimônio da Humanidade em risco ambiental.(ANSA)
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