Um cardume de robôs se mexe pelos tanques de água do MIT tão bem quanto peixes de verdade.
Os engenheiros mecânicos Kamal Youcef-Toumi e Pablo Valdivia Y Alvarado, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), projetaram o peixe robô para ter acesso fácil a locais subaquáticos aos quais veículos tradicionais não conseguem chegar.
Resistentes (alguns protótipos vêm sendo testados há quatro anos sem apresentar problemas), eles seriam uma unidade de exploração a longo prazo, com baixo custo de produção. Os novos robôs poderiam ser usados para inspecionar diversas estruturas, de barcos e canos de gás e petróleo a rios e lagos, ajudando, inclusive, na detecção de poluentes.
Peixes robóticos não são novidade. Em 1994, o próprio MIT apresentou o Robotuna, com pouco mais de 1,2 metros de comprimento. Mas enquanto ele possuía 2,843 pedaços controlados por seis motores, o novo peixe, que pode ter menor que 30 centímetros, é abastecido por um único motor e feitos de menos de 10 componentes individuais.
O seu corpo é contínuo, flexível, feito de um polímero macio que o torna mais maleável. O material também permite determinar diferentes espessuras para cada região do corpo – o que deixa seus movimentos muito mais parecidos com os de um peixe de verdade.
O responsável pela ondulação natural é o motor colocado no centro do peixe. Ele inicia um movimento que viaja ao longo do corpo, impulsionando-o para frente. Por cima de todos os componentes, a camada externa age como “proteção”, impedindo a entrada de água na parte elétrica.
Peixe robô e um de seus criadores, Pablo Valdivia Y Alvarado, do MIT.